Quem é voce? - Reginaldo Santos

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Narrada em diálogo, esta obra simula um divã para a humanidade. Nela, o leitor é inserido como protagonista, sendo questionado todo o tempo, numa tentativa de desencadear nele a capacidade de respostas. Quem é você? Inquieta desde o título, em um processo de acareação homem x imagem. A condição imagística abordada tem seu foco na condição humana, visto que o homem tem preferido a cegueira do comodismo à exploração dos atos causadores das consequências a que se expõe. O cenário humano é a imagem que o ser faz de si. A imagem é um fenômeno psíquico, a psicologia ciência dos processos anímicos, por sua vez, não ambiciona explicar as possíveis relações de causa e efeito entre invenção e inventor, mas o artífice não deve ser conformista, para que não se torne apenas um produto do meio. Saint Rose aborda as relações da sociedade consigo mesma, ou seja, o mito e a arte (indivíduo) estipulados para uma conduta imaginativa, cujo homem busca se eximir de sua parcela de culpa, no que se refere à falta de afinidade entre ele e o seu reflexo. Temas como ego, memória, pensamento e tempo, são analisados profundamente pelo autor, e esta obra vai de encontro a um propósito de auxiliar as pessoas que estão buscando o autoconhecimento, ou que estão um tanto perdidas em situações de conflitos consigo mesmas e com o mundo e suas intrigantes relações. Analisa, com primor, o encadeamento dos tempos passado, presente e futuro, vasculha-os também separadamente, tentando levar o leitor a refletir suas implicações na vida de um ser humano. Saint Rose mostra a necessidade de um espaço para o verdadeiro tempo presente e declara com belos signos:_ “A vida é consciência e esta se manifesta somente no agora. O agora é o único veículo que pode te levar para além dos limites criados pela própria mente”. O autor usa de um embasamento psicológico, tecendo suas observações, conhecimento e sua prática como psicólogo. Seus argumentos são polêmicos e inovadores que levam o leitor a questionamentos; contribui para o desenvolvimento de um senso crítico, podendo favorecer, certamente, o caminho na busca do eu. Esta obra provoca, ainda, uma tomada de consciência no leitor, situando-o no Universo como um integrante entre milhares de elementos com vida. Traz à tona as causas que impossibilitam a visão de um todo, a integração, a interação das diversas formas criativas. Enfim, Saint Rose faz-nos um convite para nos conhecermos melhor através de sua obra e entender porque existe o sofrimento, a violência, o medo e os conflitos, oferecendo o esclarecimento de uma realidade não percebida por nós, uma vez que somos condicionados pelos conceitos impostos pela cultura, tradição e crenças pessoais. A liberdade surgirá no confronto com esta realidade. Os leitores vão entender a razão para a natureza dualística da mente — e receber orientações sobre como superar as circunstâncias mais desafiadoras da vida.